Surge em Juazeiro um grupo que observa atual gestão e se articula para as eleições 2020

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Um grupo de cerca de 35 pessoas inicia em Juazeiro do Norte um movimento novo, voltado a Políticas Públicas da cidade e mirando também as eleições municipais de 2020. O “Renova Juazeiro” se identifica como apartidário e tem representantes de diversos seguimentos.

Sem se definir com nenhum espectro ideológico (direita ou esquerda), o grupo iniciou as reuniões em setembro deste ano e pretende se fortalecer em 2019 para, possivelmente, indicar uma candidatura própria à prefeitura no ano seguinte.

“Ainda é cedo para avaliar, vamos fazer uma plenária popular até janeiro para efetivamente começar os trabalhos e divulgar nossas propostas”, diz o farmacêutico  Aron Mota, um dos organizadores da iniciativa.

Voltado exclusivamente para Juazeiro do Norte, o “Renova” observou o que chama de descaso na Saúde, gestão ineficiente e a necessidade de enfrentar os atuais problemas sociais do município como fatores principais motivadores da frente.

Membros do grupo durante reunião na Câmara de Juazeiro (Foto: Redes Sociais)

Uma das ações mais profícuas do Renova Juazeiro ocorreu nesta segunda-feira (5), quando representantes de seis partidos políticos se reuniram na Câmara Municipal para discutir a formação de um núcleo duro de candidaturas para as próximas eleições. Três vereadores participaram da discussão.

Questionado se a organização segue nos moldes do Movimento Brasil Livre (MBL) – iniciativa online que surgiu nas manifestações de 2013 e ganhou forças com coordenadores eleitos em 2018 -, Aron destaca que não há aproximação ideológica com o grupo, mas que está organizado de forma semelhante.

O Renova Juazeiro conta com membros jovens cuja faixa etária é de 18 a 30 anos. Atuando nas decisões internas estão pessoas de representatividade efetivas nas áreas de Saúde, profissionais liberais, comerciantes e estudantes.

“O sentimento de revolta popular nos deu força para seguir em luta”, diz o documento oficial que caracteriza a atuação do grupo organizado.

Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Miséria.com.br

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