Professora é presa sob acusação de manter mulher em regime de escravidão em Juazeiro

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A professora da rede estadual de ensino, Cosma Severina de Oliveira, de 52 anos, segue recolhida na carceragem da 20ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Juazeiro do Norte. Ela é acusada de manter uma mulher venezuelana em regime de escravidão tanto na sua casa situada na Rua Coronel Nery (Bairro Pio XII) quanto na chácara. Ontem a mesma foi ouvida pela delegada plantonista Suerda Ulisses e deve ser encaminhada para uma cela especial na Penitenciária de Juazeiro.

Após ter conseguido fugir do cárcere privado, a vítima recorreu ao Ministério Público quando a Promotora de Justiça, Juliana Mota, passou a investigar o caso. Ela informou que, há três meses, executava serviços na casa e na chácara sem ter direito à remuneração e até material de higiene era negado. Apenas almoço e janta e a complementação alimentar se dava por meio de frutas que colhia na chácara da professora.

Os seus documentos foram retidos e, segundo a venezuelana, toda vez que pedia para ir embora sofria ameaças por parte de Cosma Severina. A vítima foi levada para um abrigo onde recebe assistência social, alimentar e de saúde enquanto não for conseguido meios para que a mesma siga para o Rio Branco (AC), onde morou, ou seu país de origem. Ontem, a professora Cosma foi submetida a exame na Perícia Forense de Juazeiro.

Recentemente, ela participou de seleção para gestor escolar feita pela Secretaria de Educação do município. Em outubro de 2000 Cosma denunciou por crimes de calúnia a professora Maria Naylê Cândido Feitosa de Lima e Carlucio de Moura Campos. Além disso, denunciou Francisco Moreira Firmino por abuso de autoridade, injúria e ameaça, cujo Inquérito Policial foi protocolado em setembro de 2010 na Comarca de Juazeiro. Já em outubro de 2010 foi denunciada por crime de calunia por Eulalia da Silva.

Por Demontier Tenório
Miséria.com.br

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