Menopausa aumenta risco de osteoporose e doenças cardiovasculares

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As ondas de calor são os sintomas mais comuns no climatério e menopausa, afetando cerca de 60% a 80% das mulheres (Foto: Divulgação)

O climatério é a fase da vida da mulher que determina a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo, caracterizada pelo declínio progressivo da função dos ovários e seguida da menopausa. A falta de acompanhamento durante o período ocasiona maior propensão à osteoporose e às doenças cardiovasculares, de acordo com a endocrinologista Dra. Tatiana Denck Gonçalves.

Mudanças e adaptações do corpo feminino. O climatério inicia geralmente após os 40 anos. As ondas de calor são os sintomas mais comuns na fase e durante a menopausa, afetando cerca de 60% a 80% das mulheres e, dependendo da intensidade, também afeta a qualidade de vida destas pacientes. Para mulheres com sintomas moderados e severos, a terapêutica hormonal (TH) deve ser considerada, pois alivia os sintomas vasomotores.

“Um dos hormônios sexuais femininos, o estrogênio, protege o coração e os vasos sanguíneos das mulheres. Com a produção deste hormônio em queda, essa proteção natural diminui. Para este caso, pesquisas indicam que um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, exercícios regulares e evitar tabagismo, pode aliviar os sintomas do climatério bem como reduzir a incidência de doenças cardiovasculares”, explica a médica.

Atrofia vulvovaginal

Sintoma que pode acometer de 20% a 45% das mulheres na pós-menopausa, a atrofia vulvovaginal é caracterizada pelo afinamento e o ressecamento da mucosa que reveste a vagina, causando, em muitos casos, dor durante a relação sexual. Os sintomas associados a essa atrofia, são falta de lubrificação e dor durante a relação sexual.

Segundo a médica, neste caso, a TH pode garantir a satisfação sexual por melhorar a sensação de desconforto e a lubrificação vaginal pelo aumento do fluxo sanguíneo nos tecidos vaginais. A terapia hormonal é o tratamento de escolha tanto para atrofia vulvovaginal quanto para os sintomas de urgência urinária, bexiga hiperativa e risco de infecção recorrente  em mulheres com essa atrofia.

“O uso de TH é uma decisão tomada pelo médico juntamente com a paciente. Deve-se levar em consideração a qualidade de vida da paciente associada à presença de fatores de risco tais como idade maior de 60 anos, tempo de pós-menopausa, risco de tromboembolismo, doença cardiovascular e história de câncer de mama. Além disso, o momento do início da TH, a dose e a via de administração são fundamentais para essa decisão terapêutica”, finaliza Tatiana.

Fonte: Diário do Nordeste

 

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