5 coisas que você pode fazer para aumentar sua privacidade no Facebook

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(Foto: Reprodução/ Terra)

Os recentes escândalos envolvendo a aparente negligência do Facebook ao lidar com os dados pessoais de seus usuários deixou muita gente com medo de usar a rede social. A situação parece ter piorado depois que Mark Zuckerberg, CEO da plataforma, prestou depoimentos ao Senado e ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara de Deputados dos Estados Unidos, revelando, entre outras coisas, que o serviço realmente coleta informações até mesmo de quem não é registrado nele.

É fato que todos nós sempre soubemos que o Facebook não é muito preocupado com a privacidade alheia. Porém, como Zuckerberg explicou aos senadores e congressistas, o site está, aos poucos, oferecendo maior controle aos usuários, permitindo que eles tenham um domínio mais amplo sobre quais informações eles querem ou não compartilhar. A rede social também está se esforçando para tentar educar os internautas a respeito do assunto, prometendo notificações e mensagens para avisá-lo desse tipo de perigo.

Se você se preocupa com seus dados privados e quer (ou precisa, em casos profissionais) continuar usando o Facebook, saiba que existem cinco coisas que você pode fazer neste exato momento para tornar o ambiente virtual um pouco mais seguro. As dicas abaixo não farão milagres, mas adicionam uma camada extra de proteção e dificultam a vida de pessoas ou agências mal-intencionadas, que vasculham a rede em busca de informações aleatórias sobre seus utilizadores.
1) Confira se seus dados foram usados pela Cambridge Analytica

Toda essa discussão sobre privacidade no Facebook surgiu depois um whistleblower (denunciante) avisou alguns jornais que a Cambridge Analytica, empresa britânica de inteligência em publicidade, havia usado indevidamente dados de 50 milhões de usuários (número que, mais tarde, subiu para 87 milhões) de forma indevida, traçando perfis sociais e criando uma campanha que ajudou a eleger Donald Trump como presidente dos EUA.

Após confessar que a manipulação realmente aconteceu, o Facebook pediu desculpas e avisou que notificará, aos poucos, todos os internautas cujas informações caíram nas mãos da agência. Porém, caso você não queira esperar, é possível acessar a seção de suporte do site, onde foi adicionada uma página que verifica instantaneamente caso sua conta tenha participado de tal esquema .

2) Baixe uma cópia de todos os seus dados

Quer descobrir tudo o que o Facebook sabe sobre você — incluindo os anúncios nos quais você clicou e apps que utilizou? A rede social permite que qualquer usuário baixe um arquivo compactado com (teoricamente) todas as informações que ela recolheu desde que você criou a sua conta. Para fazê-lo, basta acessar a página de configurações e, no menu “Geral”, clicar em “Baixar uma cópia dos seus dados do Facebook”.

3) Confira quais apps têm acesso aos seus dados

Sabe quando você vai fazer aqueles testes de personalidade ou usar um app online que lhe requisita um login através do Facebook? Pois bem. Ao fazer isso, o usuário automaticamente está permitindo que esses desenvolvedores externos também tenham acesso aos seus dados. Foi desse jeito que a Cambridge Analytica conseguiu reunir informações de tantas pessoas em um intervalo tão curto de tempo.

Ainda na janela de configurações, clique em “Aplicativos e sites”. Nesta janela, você consegue ver quais apps, sites e jogos estão conectados ao seu perfil. O Facebook os separa por três categorias: Ativos (ainda são usados/acessados frequentemente), Expirados (não foram usados há um bom tempo, mas ainda assim podem ter acesso aos seus dados) e Removidos (não fazem mais parte da sua conta, mas ainda podem guardar informações).

4) Remova apps e sites suspeitos

Se no passo anterior você encontrou aplicativos e websites que lhe pareçam suspeitos, elimine-os da sua conta para evitar que eles coletem ainda mais informações. Basta selecionar as opções desejadas e clicar no botão “Remover”.

5) Limite sua exposição aos anúncios publicitários

O Facebook sobrevive vendendo publicidade — logo, é óbvio que a rede social jamais permitiria que seus usuários desligassem por completo a coleta de dados para a sua plataforma de propaganda direcionada ou a exibição dos banners em si. Porém, você pode “manipular” um pouquinho o perfil de consumidor que a plataforma possui, reduzindo a incidência de anúncios (sobretudo de assuntos que não te interessam).

Na janela de configurações, clique em “Anúncios” e você será redirecionado para uma página que agrupa seus interesses, interações com anunciantes e outras configurações básicas de publicidade. É possível remover interesses “adivinhados” pelo Facebook, se desinscrever da lista de clientes em potencial para alguns anunciantes e impedir que o serviço use dados pessoais (como status de relacionamento, cargo e formação) para direcionar um tipo específico de publicidade.

Terra

 

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