Comoção e revolta no sepultamento do professor morto a facadas em Várzea Alegre

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Professor Zé Cláudio era muito conhecido e querido em Várzea Alegre (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Com grande acompanhamento e num clima de comoção e bastante revolta, familiares e amigos sepultaram por volta das 16 horas desta terça-feira o corpo do professor José Claudio Gonçalves, 51 anos, morto a golpes de faca no início da noite de segunda-feira em Várzea Alegre. Milhares de pessoas passaram no rápido velório ocorrido na Assistência Familiar Padre Cícero (Afapeci) já que o corpo chegou por volta das 13 horas da Perícia Forense de Iguatu e muitos já o aguardavam.

Logo depois houve a celebração de um culto e o sepultamento no Cemitério da Saudade. Ele era professor de Língua Portuguesa na escola Dário Batista Moreno e não houve aula nesta terça-feira na rede municipal de ensino por determinação da Secretaria de Educação. Da mesma forma, estabelecimentos de ensino da rede estadual e particular decretaram luto.

“Era um homem inteligente que sempre soube cultivar amizades. Ele tinha uma preocupação constante em ajudar ao próximo e jamais fez mal a alguém”, desabafou sua irmã adotiva Fátima Andrade lamentando a falta de respeito em relação aos seres humanos. O crime aconteceu no interior da residência do professor Zé Cláudio, na Rua Henrique da Cunha Mendes (Bairro Zezinho Costa), onde havia marcas de luta corporal.

O acusado é o representante comercial Gérson Marcelo de Lima Oliveira, de 35 anos, que, no entrevero, saiu lesionado com uma perfuração no pulmão e segue internado em um dos leitos do Hospital Regional do Cariri em Juazeiro. Ontem, o Delegado de Polícia Civil de Várzea Alegre, Daniel Macedo, esteve no HRC para ouvi-lo e dar voz de prisão.

Entretanto, não foi possível já que Marcelo estava sendo submetido a uma cirurgia. O Major Luciano Rodrigues, Comandante do 2º BPM, determinou que o paciente/acusado fique sob escolta de policiais militares. A polícia suspeita que ele pretendia matar o professor Zé Cláudio e ocultar o cadáver por conta dos sacos, cordas, fitas adesivas provavelmente para amordaçá-lo e álcool gel encontrados no seu carro.

Por Demontier Tenório
Miséria.com.br

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